If you have to let it go walk away
Ouvindo Walk Away, de Funeral For A Friend, hoje de manhã, me dei conta de como precisamos mesmo, invariavelmente, realizar funerais mentais.
Quantos mortos-vivos habitam a sua vida? Fazendo as contas, achei bem uma meia dúzia de gente que já morreu na minha vida e eu fico arrastando, achando que somos amigos, que são pessoas bacanas, se importam comigo e tal. Óbvio que essas pessoas estão vivendo muito bem, obrigada, e nem lembram que eu existo.
Acho que isso faz parte do “polianismo” diário do ser humano. Não só eu, mas de quase todo mundo.
Funciona escrever algumas palavras pro funeral imaginário, dizê-las e enterrar o dito cujo de uma vez por todas.
Garanto: é uma catarse in-crí-vel escrever o discurso. Depois disso, vale ir pra casa de algum amigo bem vivo, vivíssimo, falar sobre a vida.
Afinal de contas, estamos vivos. Uns mais que os outros, mas estamos.