
Todas as faixas deste álbum de Sheryl Crow podem ser canções de caixinha de música. Lembra daquelas caixinhas com bailarina, de dar corda? Então. Wildflower é delicado como uma dessas caixinhas.
São músicas que combinam com qualquer pensamento. De amor, de raiva, de pesar, de saudade, de angústia e de todas as coisas que as mulheres comumente sentem quando se propõem a escolher um disco pra ouvir. Quando procuram uma trilha sonora pra um momento, um pensamento específico.
Wildflower combina com séries. Podia sonorizar Sex And The City, com Carrie ao computador; ou os pensamentos de Marin Frist, de Men in Trees; ou um daqueles silêncios entre Haley e Nathan, em One Tree Hill; ou uma das despedidas entre Serena e Dan em Gossip Girl; ou embalar um dos textos finais de Meredith em Grey's Anatomy; uma briga entre Sam e Devon em The Best Years; ou um lamento do Pastor Camden em Seventh Heaven... Wildflower combina com qualquer cena. Um achado pros “Music by” americanos.
Na verdade, este álbum é de 2005 e Sheryl até já lançou um outro disco, o Detours. Mas Wildflower é pra ter no iPod, no carro e no iTunes do computador do trabalho. Sabe como é: os pensamentos que precisam de trilha não escolhem nunca os melhores lugares pra chegar.